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Paulista da Mooca :
Em
pé: Paco, Irany, Pepe, Bardelli, Miguel e Paúra. Agachados: Milton, Nino,
Lélo, Louro e Japão
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Se falarmos em Aurélio Coelho de Souza, talvez nem os
parentes mais próximos saibam quem é, mas se falarmos em Lélo, tudo muda
de figura, pois Lélo é um dos esportistas mais conhecidos em nossa região,
não só pela qualidade de seu futebol mas também por ter sido um dos
maiores artilheiros que a passaram pelos nossos campos, prestígio esse que
o fez ganhar um concurso organizado pelo jornal “Folha da Vila Prudente”
que, através de uma votação popular, procurou saber qual o melhor jogador
que atuou nos campos de várzea da região. Lélo conquistou o dobro de votos
do segundo colocado.
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Lélo não nasceu na Mooca – nasceu no bairro de Pinheiros em
4/12/1941- mas para cá veio com dois anos de idade, indo morar na Rua
Marques de Valença esquina com a rua Pires de Campos, onde seu pai, de
origem portuguesa, montou um armazém.
Como todo e qualquer garoto, naturalmente, seu sonho era
ser jogador de futebol. Logo aos 12 anos começou a jogar no Cruzada,
equipe da igreja N.S.do Bom Conselho,onde atuou por cerca de 4 anos. Por
volta de 1958 o Cruzada enfrentou o Grêmio Paulista e, mercê de uma de
suas grandes atuações, foi convidado a se transferir para o Paulista,
onde também atuavam Nino e Tarefa, dois dos mais renomados craques da
várzea da Mooca. Lélo aceitou o convite, mas para integrar na equipe B
do Paulista, que jogava aos sábados, permitindo que no domingo
continuasse a atuar pelo Cruzada.
A fama de goleador de Lélo começou a correr os campos de
várzea e logo começaram surgir convites para atuar em outros times,
passando a jogar pelo Pascoal Moreira, Flor do Az, Parque de Mooca,
Crespi e outros com menor intensidade que os citados.
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Nesses longos anos de várzea, Lélo teve a oportunidade de
jogar com grandes craques varzeanos, tendo citado alguns: Vadô, Tarefa,
Nino, Osmar, Miguel, Japão, Efrain, Douglas, Julinho, Fritz e outros.
Tendo ido trabalhar na Companhia São Paulo Gás, obviamente
logo passou a atuar pela equipe da empresa. Num dos jogos dessa equipe,
contra o Máquinas Piratininga F.C., sua atuação despertou o interesse do
adversário sendo convidado não só a atuar mas também para trabalhar na
indústria que patrocinava o time, naturalmente com um salário bem maior.
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Equipe do Máquinas Piratininga em 1960. Lélo é o segundo
da direita para esquerda dentre os agachados
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