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A
veia de comunicador despontou cedo, quando,
aos 17 anos, fazia um “bico” como locutor e animador do Grêmio
Glorioso Progresso Tobias Barreto, clube de futebol engajado na campanha
política de 1950, como retribuição a ajuda concedida pelos candidatos
a deputado Otávio Rodrigues Maria e Mário Aprile, este
diretor da Indústria de Tapetes Bandeirante.
Depois
disso fui contratado pelos srs. Osvaldo Gimenez, um sargento da aeronáutica
que gostava de mexer com rádio e Mario Mattos, um português que era técnico
de rádio, que num pequeno edifício de dois andares situado na rua
Taquari quase esquina com a rua da Mooca, possuíam um serviço de
alto-falantes. Durante o dia eu divulgava lojas e produtos, como o Café
Sucesso e a Manteiga Peter, mas a atividade mais marcante ocorria às 6
horas da tarde, quando eu lia a Ave Maria do livro de Manoel Cristino
para as “normalistas”, que era o apelido que a gente dava para as
operárias do Crespi, que àquela hora saiam do seu emprego.
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